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curious about: ELEGÂNCIA

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora d...

curious about: METEGOL E CRUEL

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devaneando sobre dramaturgia, o gesto e a intenção no espetáculo Resolvi escrever esse post depois de assistir a um espetáculo teatral – que me fez lembrar de outras peças que andei vendo por aí – e dois espetáculos de dança-teatro-circo no Festival de Curitiba. Como pretendo apenas usar um aspecto do espetáculo teatral que assisti – sem me interessar por comentá-lo no todo – como exemplo para iniciar a discussão, não vou sequer identificá-lo. Os outros dois espetáculos mencionados são Metegol da Intrépida Trupe e Cruel da Cia de Dança Débora Colker. A primeira coisa que pensei a respeito da peça de teatro foi “que espetáculo ruim”. Deveria ser um drama, mas parecia uma tragédia e me dava vontade de cair na risada a todo instante. A princípio não haveria nada de muito errado com ele pois o texto era bom, os elementos cênicos utilizados embora não fossem originais tampouco comprometiam a montagem, as marcações de cena não eram inspiradas mas estavam longe de ser inadequadas. O problem...

curious about: A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

"Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler". Hoje finalmente acabei de ler A Menina Que Roubava Livros . Digo FINALMENTE porque este deve ser o livro que mais demorei pra ler. Não que ele seja uma leitura difícil em si (está longe de ser um Ulisses de Joyce, tampouco foi escrito em pentâmetros iâmbicos shakespearianos) ou o livro mais grosso jamais escrito (tem apenas 494 páginas). Isso me assombra porque costumo ser uma “devoradora” de livros daquelas tão apaixonada por histórias que as consome com voracidade na maior velocidade possível. Por outro lado, quando a leitura se revela indigesta costumo abandoná-la sem crises de consciência. Com esse não foi assim. Quando comecei a ler, tinha pelo menos duas boas referências do livro. Pessoas próximas a mim que haviam gostado muito e cujos olhos brilhavam quando falavam da história. Mesmo assim foi um começo difícil, a leitura não fluía. Passei semanas a fio com o livro debaixo do braço, pra cima e pra baixo, s...
Depois de deixar tudo meio abandonadinho por aqui, estou voltando com meus posts... Páscoa, trabalho, viagem, festival de teatro... já viram, né? muita coisa pra administrar ao mesmo tempo. Vamos ver se agora engato de novo...

curious about: "Bia num céu de diamantes"

Bia num céu de diamantes, by Fabia Rossoni No dia 20 de março começou aqui em Curitiba o Festival de Teatro, que acontece todos os anos. Eu sempre vou, e dou preferência às comédias, musicais e dança. Quando peguei o programa desse ano, como sempre,várias me chamaram a atenção, mas uma em particular - Beatles num céu de Estrelas, realizado por um grupo de teatro do Rio de Janeiro e que usa as músicas do grupo como um roteiro teatral. Então mesmo sem ter companhia eu comprei dois ingressos, depois eu achava alguém pra ir comigo, o importante era garantir o ingresso, que com certeza seria muito disputado. Eu tenho uma ligação especial com os Beatles. Desde pequena faz parte da trilha sonora da minha vida, pois meus pais viveram na época áurea do grupo, mesmo que bem jovens. Com o passar do tempo eu comecei a ouvir mais que eles, criando até uma espécie de devoção. Foi com as músicas do grupo que eu comecei a aprender inglês e me apaixonei pela Inglaterra. O espetáculo foi no último sába...

curious about: AMÉLIA - MULHER MATA MARIDO A MARTELADAS

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Outra indicação pro Festival: Amélia - mulher mata marido a marteladas é do mesmo pessoal que esteve aqui com o espetáculo " A sobrancelha é o bigode do olho - uma conferência do Barão de Itararé" no ano passado. É descrito como um espetáculo de humor caústico (adoro! hehe) e o texto tem um histórico de participação em projetos de desenvolvimento da nova dramaturgia brasileira (movimento bem necessário!). SINOPSE: Amélia sempre se definiu como uma mulher de fibra. Depois de oito anos de casada, ela mata o marido na cozinha com golpes de martelo. Exaustivamente interrogada sobre os motivos do crime, ela faz uma viagem alucinada a seu passado e reconstrói suas memórias, tornando-se detetive e algoz de si mesma.

curious about: PROVA CONTRÁRIA

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Aqui vai mais uma dica de espetáculo para esse Festival, indicação bem interessante da Fer Baukat. Prova Contrária é uma adaptação de romance de Fernando Bonassi (escritor, roteirista e cineasta paulista que no teator colaborou com a cia Teatro de Vertigem) pelo grupo alemão Tearte. No espetáculo "uma mulher acaba de comprar um imóvel com a indenização recebida após a declaração oficial da morte do marido. Desaparecido desde 1974, ele exercia resistência à ditadura. No apartamento, rodeada por caixas de mudança que precisam ser desfeitas, é a primeira vez que ela comemora seu desaparecimento. Porém, quando decide abrir o champagne, o homem reaparece". Confesso que gosto de enredos que lidam com o inesperado e criam seu desenvolvimento a partir dessas situações. O espetáculo, dirigido por Virginia Sambaquy-Wallner e apresentado em português, acontecerá dias 26/03 às 21h00; 27/03 às 12h00; 28/03 às 18h00; no Teatro José Maria Santos. Ingressos: R$ 14 e 7 (meia). Há ainda o bôn...