domingo, 20 de novembro de 2016

As Gêmeas Viajam: Mais dois dias em Maceió com bate e volta

Nós amamos o Francês
Dia 03 - Um equívoco
O terceiro dia em Maceió amanheceu com chuva e por isso desistimos de ir para a Praia do Francês passar o dia.  Como o tempo abriu depois (nessa época é sempre assim por lá, pelo que nos contaram), pegamos um ônibus e por indicação local fomos até a Praia da Sereia, que fica na direção do litoral norte de Maceió (Gunga e Francês ficam ao sul da capital). Acabou virando programa de índio. O ônibus sacolejava muito. Ao contrário do que tinham nos falado a infraestrutura não era legal. E, para piorar, a maré estava muito cheia quando chegamos e a chuva ia e vinha. Claro que não ficamos muito tempo por lá. Almoçamos, esperamos a chuva passar e voltamos de ônibus para Maceió.
Ainda conseguimos aproveitar o final da tarde e noite para uma volta na orla, com direito à feirinha da Pajuçara.

Dia 04 - O dia perfeito
Para compensar o dia anterior, o último dia inteiro que passaríamos em Maceió rendeu um passeio perfeito. Na noite anterior tínhamos deixado um passeio para a Praia do Francês pré agendado. Na hora combinada, a van passou e nos levou para um dia de sol e muita diversão com as pequenas. Enquanto estava pesquisando antes de viajar, a maioria das pessoas tecia inúmeros elogios a outras praias da região mas julgavam o Francês qualquer nota. Talvez por se tratar de uma praia cheia (achei o Gunga infinitamente mais muvucada). Nós adoramos! Mesmo com a praia enchendo no decorrer do dia, não ficamos incomodadas com o movimento. Se tenho alguma crítica a fazer é em relação aos preços. Refeições bem caras na beira mar, sendo fácil gastar mais de 200,00 reais para dois adultos e duas crianças pequenas.
Como chegamos cedo, as gêmeas puderam aproveitar muito o mar quente, transparente e calminho. Quando o sol ficou mais forte, também aproveitaram brincando embaixo do guarda sol. 
Se retornarmos à Maceió com elas, provavelmente iremos optar por nos hospedar por aqui.



As Gêmeas Viajam: os dois primeiros dias em Maceió (e arredores)


Praia urbana de Maceió

Meus primeiros quinze dias de férias desse ano (eu tiro em "parcelas") rendeu  uma viagem para Alagoas e Rio de Janeiro. Montamos um roteiro de 4 dias em Maceió + 4 dias em Maragogi + 4 dias em Arraial do Cabo, finalizando a maratona com 2 dias no Rio. Confesso que é um tipo de roteiro para não repetir. Apesar das meninas (com 1 ano e 7 meses na ocasião) terem reagido relativamente bem, eu fiquei moída de cansaço.

Dia 01 - Chegando e se instalando em Maceió
Chegamos em Maceió no começo da tarde em um voo direto do Rio de Janeiro. Optamos por um táxi para o caminho do aeroporto (distante) até a cidade, onde nos instalamos em um apart hotel exatamente no meio do caminho entre as praias de Ponta Verde e Pajuçara. Achei uma boa opção: apartamento de um quarto, muito limpo, ao lado de uma pracinha e de um supermercado, com portaria, em uma localização que eu achei segura. Ficava a umas quatro quadras da praia, talvez o único inconveniente com crianças pequenas. Mas como não pegamos praia em Maceió mesmo, usamos o carrinho de bebês para vencer as distâncias na cidade. Nesse primeiro dia, além de nos instalarmos, demos uma volta na orla e conhecemos a feirinha. Achamos a praia meio suspeita por ali, não parecia muito limpa apesar da cor estonteante do mar. Confesso que saímos sem saber se eram apenas algas ou sujeira mesmo. De qualquer forma é uma região bastante agradável em que duas barracas de praia se destacam: a Lopana e a Kanoa. Na altura da feirinha, encontramos como havia sido indicado pelo pessoal do apart uma série de vendedores de passeios com suas vans. Optamos por deixar contratado para o dia seguinte um dos passeios mais tradicionais que leva a três praias famosas do litoral sul.

Entrar no mar ou não entrar? Eis a questão...
Dia 02 - Um gostinho do que é bom

Primeiro contato com a Praia do Francês
Acordamos cedo e tomamos café no apart com coisinhas compradas no mercado ao lado no dia anterior. A van passaria perto das 8:00 para nos pegar para o primeiro passeio. Após pegar todo mundo em seus hotéis e pousadas, o motorista virou guia e foi nos mostrando um pouco da orla de Maceió e dos municípios vizinhos até chegar na primeira parada do dia: a Praia do Francês. Gostei muito de escutar um pouco da visão dele sobre a história e política do local e do Brasil. Olhar crítico e bem humorado. Me interessou conhecer em uma viagem futura o município de Marechal Deodoro. A parada no Francês seria de vinte minutos / meia hora para quem quisesse seguir viagem. A outra opção seria permanecer ali. Como ainda era cedo a praia estava bem vazia. Beatriz tratou logo de descer do colo e ir explorando o lugar, enquanto Laura continuava dormindo. Foi difícil tirar a menina dali e seguir viagem, mas eu queria conhecer a Praia do Gunga.

A segunda parada foi na praia da Barra de São Miguel. Não achei a praia tão bonita quanto à do Francês, pelo menos naquele trecho. Esse ponto é super estratégico no passeio pois dali é possível fazer a travessia de barco até a praia do Gunga ou, principalmente para quem está com crianças, ficar na barraca de praia Praêro, que tem ótima infraestrutura. Não fizemos uma coisa nem outra: optamos por seguir na van até a Praia do Gunga.

Praia do Gunga
A chegada à praia do Gunga é cinematográfica, passando pelo meio do coqueiral. Achei a praia bem bonita porém não foi onde mais nos divertimos. Talvez com crianças maiores seja mais interessante já que há o passeio para as falésias. Talvez chegando cedo, talvez pegando a maré baixa, talvez com menos muvuca... rsrsrs. Em resumo: o mar estava com bastante ondas, havia muito movimento. Laura e Beatriz ficaram bem durante a tarde, a maior parte do tempo brincando embaixo da barraca, meio espremidas entre uma mesa e outra. Decidimos que no dia seguinte passaríamos o dia na Praia do Frânces, a mais agradável na nossa opinião. Perto das 15:00, a van volta para buscar todo mundo, também passando de praia em praia.

domingo, 6 de novembro de 2016

As Gêmeas Viajam: Angra dos Reis e Paraty

Pedaço do paraíso
De todas as viagens que fizemos com minhas filhas até agora, essa foi a mais tranquila. Em fevereiro de 2015, quando as meninas estavam com cinco meses, resolvemos visitar minha irmã em Angra dos Reis onde ela morava na época. Considerei uma fase muito boa para viajar com bebês: elas já estavam maiores, sono mais estável, mas ainda sem a "independência" de engatinhar/correr para tudo que é lado.

Bê curtindo uma leitura na rodoviária
Pegamos um voo direto de Curitiba para o aeroporto Santos Drumont no Rio com duração de um pouco mais do que uma hora e na sequência um táxi até a rodoviária. Lá troquei as passagens compradas antecipadamente pelo site Guichê Virtual, trocamos as fraldas das meninas e nos abastecemos de água e de um lanchinho. A viagem Rio - rodoviária de Angra dura aproximadamente três horas e custa atualmente R$ 54,00 o trecho, sendo operada pela viação Costa Verde. A viagem não teve nenhuma intercorrência e tanto Laura quanto Beatriz ficaram bem tranquilas durante todo o trajeto. Na rodoviária, que é bem pequena, meu cunhado e minha irmã nos pegaram. Convém dizer que o centro de Angra é bem feio e sem atrativos. Mesmo as praias mais próximas do centro parecem transitar entre o desaconselhável para banho e o "qualquer nota". A coisa melhora (e muito!) conforme você se afasta do centro ou procura uma das ilhas da região.

Não posso dar dicas de hospedagem na região pois não fiquei em hotel. Acho que para quem não vai estar de carro o melhor é escolher uma das ilhas ou um dos resorts da região.  No final do post eu relaciono algumas opções de hospedagem top que me interessam na região. Nenhuma é econômica e entram na categoria sonho de consumo. Se você não for ficar em uma ilha ou resort, eu aconselho aluguel de carro para transitar na região. A outra opção que me parece viável é ficar em Paraty que é muito mais charmosa e menos "espalhada" e pegar passeios para as ilhas de Angra e da região. Uma busca rápida no booking.com apresenta boa diversidade de opções incluindo hostel. Achei interessante: Pousada Casa do Bicho Preguiça (site), Pousada do Mestre Augusto (aqui) e a Pousada Caiçara na Ilha Grande (site). Mas são indicações feitas à partir do que eu vi nos sites e não comprovei pessoalmente.


Choveu consideravelmente durante nossa estadia, mas foi uma semana atípica segundo minha irmã. Um pouco antes estavam enfrentando um racionamento intenso de água devido à estiagem. Pegamos um único dia inteiro de tempo aberto e ensolarado e outros dois nublados mas com possibilidade de passeio. Dois dias foram com várias pancadas de chuva.
Aproveitamos o dia de sol nas ilhas de Cataguases, o que se revelou o maior achado da viagem. O acesso às ilhas inabitadas é por barco e de lancha dá cerca de sete minutos de distância de onde estávamos hospedadas. Sei que há saídas do centro de Angra. O lugar é um paraíso! Mar tranquilo e transparente. Muita sombra da própria vegetação da ilha principal. Um quiosque à disposição com petiscos, bebidas etc... e nada além. Essas ilhas são uma das paradas comuns dos passeios de barco da região, então alguns veleiros passam por ela no decorrer do dia. O movimento maior foi perto do horário de almoço. No geral, no entanto, a ilha é muito tranquila, sem muito alvoroço ou turistas por perto. Um ou outro iate de passagem preguiçosa. Foi um ótimo passeio.



Empolgadas pelo dia anterior em Cataguases, no terceiro dia em Angra resolvemos ir até a Ilha Grande de barco. Pegamos o passeio no mesmo quiosque da praia perto da casa da minha irmã. Vale dizer que além dos barcos e lanchas que fazem passeios privados ou em pequenos grupos e que parecem mais um serviço de táxi, passeios de escuna são muito comuns nessa região. Fomos até o lado da Ilha Grande conhecido como Lagoa Azul (por causa do filme). A praia nesse dia não estava tão bonita como nas fotos que circulam por aí. Como havia chovido durante a noite (e em outros dias na semana) havia muito lixo, tanto plástico quanto restos naturais da mata ao redor e sargaço. O dia também estava nublado, então a Ilha Grande não se revelou em todo seu esplendor. Nessa praia não tem quiosque. Já avisadas, levamos comida e bebida para o dia e programamos com o barqueiro para nos pegar após o almoço e não no meio da tarde.

No quarto dia em Angra, com tempo instável, fizemos um bate e volta até Paraty. fomos de ônibus de linha, metropolitano, e voltamos de carro pois meu cunhado foi nos buscar. Paraty é próxima de Angra e o caminho tem trechos lindos com mar verde esmeralda. É muito gostoso caminhar pelo centrinho, porém com bebês pode ser um pouco cansativo pois as ruas coloniais não são amigáveis com carrinho. Foi um dia para perambular, ver um artesanato muito rico e bonito e comer bem.
 
 
  
Nosso último dia em Angra foi para passear de carro pelas praias da redondeza. O tempo continuava nublado e instável e choveu muito na volta para casa. 
 



Desejos:
Porto Real (fica em Mangaratiba) - http://www.portorealresort.com.br/resort_intro.html




As Gêmeas Viajam: Rio com bebês

Vista do Rio aos pés do Cristo Redentor
Rio para mim é casa, família e amigos que são como família. Sempre me sinto desobrigada de fazer turismo quando estou por lá, embora minha última ida ao Pão de Açúcar não esteja tão distante assim na memória.

Justamente por isso, até agora todas as escalas que precisamos fazer em viagem eu programei para o Rio. No total foram 3 com as gêmeas, sempre por poucos dias.

A primeira vez, quando elas estavam com 3 meses, foi em dezembro de 2014 por 2 dias e meio. Um calor sobrenatural assolava o Rio na ocasião, o que tornava nossas saídas limitadas aos começos da manhã e aos finais de tarde. Foi justamente em um final de tarde que aproveitamos o último horário da van que leva de Copacabana até o Cristo. As vans oficiais que fazem o passeio saem de vários locais do Rio (site aqui): Barra da Tijuca, Praça do Lido em Copacabana (nosso escolhido), Paineiras e Largo do Machado. Compramos os bilhetes no local, mas dá para comprar pelo site também. O bilhete dá direito ao transporte e ao acesso ao Cristo. A outra opção é subir com o trenzinho do Corcovado que sobe pelo meio do mato. Nesse caso, a compra do bilhete do trem tem que ser antecipada (informações do site). Foi bem tranquilo fazer o passeio com bebês. Escolhendo bem e se programando para evitar os momentos de maior calor, é um passeio bem viável com crianças pequenas. Não sei agora, pós Olimpíadas, como está a questão de banheiros e acessibilidade. Na ocasião, lembro só de um pequeno trecho em que a escada rolante atrapalharia o uso de carrinhos. Nós não levamos carrinho e as meninas fizeram todo o passeio no colo e no canguru. Há espaço para sentar e comer com guardas sóis e elevadores em alguns trechos. O banheiro não era a oitava maravilha do mundo mas tinha uma bancada para trocador (eu sempre levo comigo um trocador dobrável para colocar as meninas).
Ficamos por lá um pouco mais de uma hora e meia. Serviu para a minha irmã conhecer e pela vista linda da subida e do Rio lá de cima. Quando as gêmeas estiverem maiores, quero repetir dessa vez de trem.
 

Não é um passeio barato. Atualmente, a subida de trem + ingresso para adultos varia de R$ 61,00 à R$ 74,00, conforme a época. Crianças até 5 anos não pagam. Já de van oficial há variação de preço conforme o local de partida escolhido.

Em fevereiro de 2015, retornamos com Laura e Beatriz após uma passagem por Angra onde morava uma das minhas irmãs. Dessa vez ficamos 3 dias em um apartamento alugado em Copacabana. Era pré Carnaval e o Rio estava uma delícia. Aproveitamos praia com elas e passeios pelo calçadão. 



Em abril deste ano, fizemos uma nova incursão, entre um destino e outro passamos alguns dias no Rio. O único passeio digno de menção foi o footing pelo aterro do flamengo.

Estamos programando mais um dia na próxima escala agora no final de novembro. Quero ver se aproveitamos para conhecer enfim o Museu do Amanhã e o novo Aquário (que inaugura na próxima quarta-feira dia 09).



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