domingo, 7 de junho de 2015

Buenos aires para finalizar


Dia 17 - Visita guiada ao Teatro Cólon


Após 22 horas de viagem, não exatamente confortável mas longe de ser desesperadora, cheguei novamente à Buenos Aires para os últimos dias dessa viagem. Era antevéspera de Natal e o centro da cidade, como se pode imaginar, estava atolado de gente fazendo compras. Muitos brasileiros! Para essa última etapa, tinha escolhido um hostel famoso por suas festas ali no centro. A ideia era facilitar a vida especialmente na hora de ir embora em pleno dia de Natal. Peguei um táxi da rodoviária até o hostel e paguei 60 pesos (superfaturados!). Fiz uma caminhada pelo centro até o Teatro Cólon. Na primeira vez que estive em Buenos Aires o teatro ainda estava em obras e não era possível a visitação. Dessa vez deu tudo certo e posso dizer que a visita guiada (110 pesos na época, atualmente 180 pesos pelo que vi no site) é realmente um dos "must do" na cidade. Além do teatro ser muito bonito, os guias são ótimos. Uma pena não haver nenhum espetáculo ou concerto na programação naqueles dias.




Após a visita, pensei em explorar a região do centro à pé, mas o calor era tanto que resolvi entrar em um restaurante na Santa Fé para almoçar só porque havia um cartaz dizendo que tinha ar condicionado. Quando finalmente tive coragem de sair, passei no mercado e fui para o hostel descansar. Também quis aproveitar para acertar algumas questões como meu transfer para o aeroporto. Descobri que o transfer que poderia ser contratado no hostel só funcionaria no dia 25 a partir das 13h. Meu voo para Curitiba sairia pela manhã. A recepcionista me falou que eu provavelmente conseguiria um táxi e que por ser feriado me cobrariam em torno de 350 pesos! Perguntei sobre a possibilidade do Tienda Leon (o mesmo que eu usei para vir do aeroporto) e ela me disse que era improvável que eles funcionassem no dia de Natal. Consultei o site deles e encontrei a informação de que haveria transfer para o aeroporto no dia 25, mas não consegui contratar pelo site e nem telefonar para eles. Fui caminhando, embaixo de um sol de lascar, até a agência deles em Puerto Madero. Quase morri de raiva da má vontade da recepcionista do hostel. No final das contas, tudo certo: haveria transfer no horário que eu precisava. Voltei sem pressa, tentando evitar o sol. Mais tarde, fui jantar em Puerto Madero e dar mais uma volta li naquela região.




Dias 18 e 19 - Então é Natal... ou véspera!

Último dia de viagem na prática, já que sairia do hostel 8h da manhã no dia seguinte em direção ao aeroporto e... casa! Era também véspera de Natal. Acordei tarde, no limite do horário do café da manhã.Me enchi de coragem e fui resolver minha última missão: comprar casaco de cashmeare para minha mãe. Como vocês podem imaginar a aventura mais improvável e mais perigosa de toda a jornada! rsrs  Meu destino foi a Calle Florida com suas inúmeras lojas, turistas e calor senegalês! Sério! Já tinha ouvido falar do calor de Buenos Aires entre dezembro e janeiro, mas não tinha acreditado. É muito quente! Se não fosse para  minha mãe, jamais teria me aventurado em uma rua de comércio na véspera de Natal. Mas mãe é mãe! Missão cumprida me enfiei na primeira sorveteria que eu achei e depois em um café para almoçar. Resolvi seguir para a Recoleta, por ruas mais tranquilas. Acabei passando no shopping de design que tem ali (vazio apesar da véspera de Natal) e visitei o cemitério. Essa era outra atração que eu tinha deixado de lado na primeira visita. Passei um bom tempo ali tirando fotos. Sai e tomei mais um sorvete! Voltei de mansinho, já me despedindo da cidade e tentando sobreviver ao calor. No hostel, arrumei as malas, entrei na internet, fiz um jantar e resolvi tirar uma soneca para descansar. Acabei dormindo quase direto, só acordando para colocar o despertador e responder para o pessoal que dividia o quarto comigo que não desceria para a festa de Natal. A festa deve ter sido boa, pelos poucos comentários que ouvi de madrugada cada vez que alguém entrava no quarto. Acordei um pouco antes do despertador tocar, por pura sorte (ou instinto?) minutos antes do cara que estava dormindo na cama de cima do beliche fazer xixi... na cama! Surreal! Só deu tempo de me jogar no chão assim que percebi o que estava acontecendo. O indivíduo nem se mexeu e continuou dormindo. Affff... Prometi ali mesmo que nunca mais ficaria em dormitório coletivo em hostel festeiro. Estou velha demais para isso! hehe... Dividi um táxi até Puerto Madero (30 pesos no total) com os outros colegas de quarto mais civilizados e peguei meu transfer até o aeroporto. E assim terminou mais uma viagem!


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Bariloche no verão

Uma das vistas mais lindas que eu já vi: Bariloche - Circuito Chico

Dia 12 - Partidas e chegadas: de El Calafate à Bariloche

Centrinho de El Calafate em uma última incursão e Centro de Bariloche à primeira vista


Eu não detalhei muito no post anterior (aqui), mas após a trilha à Laguna de Los Tres, voltei rapidinho até o hostel, peguei minha bagagem e fui para a rodoviária pegar meu ônibus para retornar à El Calafate. A viagem durou três horas mais ou menos. O retorno foi apenas por uma noite e uma manhã pois tinha um voo (o único voo interno que fiz nesta viagem) para Bariloche no meio da tarde. No hostel agendei um transfer coletivo até o aeroporto (60 pesos). Usei a manhã do meu 12º dia de viagem para andar por El Calafate e comprar algumas lembranças. Pelo menos na época (dezembro de 2013) valia a pena comprar artigos esportivos, roupas de inverno etc. Almocei uma tortilla no Borges Y Alvares e voltei para o hostel onde fiquei na área comum aguardando o transfer (que atrasou! rs). Ainda assim cheguei a tempo no aeroporto para fazer tudo com calma, inclusive pagar uma taxa de embarque (38 pesos). Pelo que vi no site do aeroporto, as taxas de embarque atualmente estão inclusas na passagem aérea mas, pelo sim pelo não, é bom ter uma quantidade de pesos reservada. Não tenho queixas sobre o voo da Aerolineas Argentinas. Foi pontual, rápido e tranquilo. Cheguei quase 17h no aeroporto de Bariloche que estava super vazio. Sabia que dava para ir de transporte público até a cidade mas não encontrei ninguém para dar informações. Depois de esperar um pouco no que parecia ser o ponto de ônibus, desisti e acabei pegando um táxi (120 pesos). Fiz check in, recebi um mapa e uma série de informações do dono do hostel (41 Below) e fui dar uma volta na cidade para reconhecimento. Muito agradável esse centrinho. Nesse dia, cozinhei no hostel. 




Dia 13 - Circuito Chico e Cerro Llau Llau
No filter!
Bem, estava em Bariloche no verão. O que fazer sem a neve que atrai tantos brasileiros que a cidade acaba sendo chamada de "Brasiloche"? Muito! Eu resolvi começar pelo Circuito Chico ali nos arredores do Cerro Llao Llao. Muita gente aluga carro para explorar a região. Eu achei super tranquilo fazer tudo de transporte público. Tinha um ponto de ônibus muito perto do hostel e com um cartão recarregável dá para visitar as principais atrações sem precisar recorrer a excursões. O Circuito Chico é muito famoso e pode ser feito de bicicleta ou a pé. Eu escolhi fazer a pé. O dia estava lindo e agradável, em pleno dezembro ainda há um arzinho fresco.
Horário dos ônibus exposto no ponto

A região é toda muito bonita, a vista do lago, as flores nas casas no caminho até Llao Llao, o Puerto Pañuelo onde dá para começar a caminhada (ou pegar passeios de barco, alguns indo até o Chile)...




 Fui me embrenhando pelos caminhos do parque e seguindo algumas trilhas demarcadas (outras nem tanto) até as principais atrações. São lagos que formam pequenas praias, pontes antigas e, na minha opinião a melhor parte, uma pequena montanha (Cerro Llao Llao) com uma vista matadora enquanto você sobe.


Não precisa acordar cedo para fazer esse passeio, mas a minha sugestão é deixar um dia inteiro. No retorno ao hostel, acabei fazendo algumas amizades e combinamos de fazer um trekking juntas no dia seguinte.

Dia 14 - Mais uma caminhada com vistas maravilhosas: Cerro Catedral sem neve

Na entrada
No Cerro Catedral tem uma estação de esqui bem famosa entre os turistas brasileiros. Como era verão, a ideia era fazer uma das caminhadas que contorna a montanha e leva até o Refúgio Frey. Seguimos as orientações do Leonardo, dono do hostel, passamos no mercado para comprar lanchinho e fomos para o ponto de ônibus. Depois de seguir por um caminho super bonito em um ônibus pequeno e bem cheio, chegamos na entrada da Estação. E da-lhe caminhar. O grupo era formado por mim, duas holandesas e uma suíça. A trilha tem dois trechos mais puxados, não oferecendo risco na maior parte do tempo mas cansando bastante. O tal refúgio fica na beira de um lago lindo, lá no topo da montanha. Eu e as holandesas só molhamos as pernas, mas a suíça se arriscou um pouco mais nas águas geladas. Novamente, um passeio para o dia todo. Para quem não curte aventura, dá para subir de teleférico. De noite, ainda jantamos juntas e com mais alguns hóspedes ali no centro e aproveitamos um dos sorvetes deliciosos. Aliás, os sorvetes em Bariloche são ótimos, assim como os chocolates.



Dia 15 - Praia e chocolate

No meu último dia inteiro em Bariloche, aproveitei a maior parte do tempo sozinha já que as minhas novas amizades tinham ido cada uma para um lado. Cheguei a considerar fazer um dos passeios de barco, mas por descuido bloqueei um dos meus cartões de crédito ao sacar e resolvi não abusa da sorte às vésperas de Natal. O verão em Bariloche oferece muitas atrações, de qualquer forma. De pesca e mergulho no lago, ao caiaque, tem para todos os gostos. Acabei indo à praia. Como o tempo estava bom, relaxei um pouco à beira do lago lendo um livro. Até entrei na água, mas ela estava tão gelada quanto cristalina. No período da tarde caminhei pela cidade, comprei alguns chocolates e de noite ainda tive tempo para uma cerveja local. 


Dia 16 - Quase no fim: de ônibus para Buenos Aires
Dia de travessia. Esse dia marcou o fim da viagem pela Patagônia. Hora de voltar para Buenos Aires (22 horas de ônibus) para passar o feriado de Natal e retornar para casa. Peguei um ônibus até a rodoviária (pequena e cheia). Fica o destaque: os arredores de Bariloche tem paisagens avassaladoras!








sexta-feira, 29 de maio de 2015

El Chaltén e uma trilha inesquecível: Sendero a Laguna de Los Tres

Sendero a Laguna de los Tres
Dia 10 - El Chaltén e o aquecimento para caminhada
Fui dormir meio tarde na noite anterior e tive que correr de manhã para deixar a maior parte da bagagem no hostel e pegar o primeiro ônibus do dia para El Chaltén. A viagem de ônibus entre as duas cidades dura umas 3 horas e eu dormi a maior parte do tempo. O ônibus para próximo à entrada da cidade, faz todos descerem para receber informações sobre as diversas trilhas da região. Depois sobe todo mundo de novo e em poucos minutos chega-se na rodoviária. No America del Sur em El Calafate tinham me falado que basta chegar em El Chaltén e ir caminhar. Eu decidi pegar um hostel e pernoitar na cidade já que há pelo menos duas trilhas principais a se fazer.
Desci na rodoviária e fui procurar meu hostel. Tudo à pé pois a cidade é mínima! Muito pequena mesmo! Você consegue ver ela inteira de cima do morro quando vai fazer a trilha até a Laguna Torre. Também tem uma "aura" diferente, com seus inúmeros mochileiros andando para lá e pra cá e a arquitetura peculiar. Adorei o lugar. Passa uma noção de estar fora do tempo.
bonitinha el Chaltén

Cheguei um pouco antes da hora do almoço, ou seja, cedo para o check in. Deixei a bagagem no hostel e fui procurar lugar para almoçar. A cidade é toda muito bonitinha. Escolhi um pequeno restaurante e optei por um risoto que estava muito bom. Depois dei uma volta, passei no mercado, comprei algumas lembrancinhas em uma loja e fui fazer o check in. Instalada, resolvi começar a trilha à Laguna Torres como forma de aquecimento. Infelizmente, não cheguei nem na metade pois estava um chuvisco constante chato que aumentava a sensação de frio e deixava a vista dos mirantes muito comprometida. Desisti também por estar com dor na perna em decorrência do trekking no gelo do dia anterior. 
Os Senderos (site: http://senderoslatinoamericanos.org/2013/01/argentina-planos-de-senderos-de-trekking-el-chalten/)

Mesmo encoberta, a paisagem é de tirar o fôlego. A trilha em si exige em alguns trechos mais pedregosos. São poucos, é verdade, mas estavam escorregadios. Depois de cerca de uma hora de caminhada e uma parada no mirante, resolvi retornar. No hostel, deixei tudo programado para a trilha à Laguna de los Tres e fui dormir super cedo. 






Dia 11 - Uma trilha inesquecível

Em El Calafate tive a dica de que era possível fazer a trilha da Laguna de Los Tres começando por um caminho e terminando em outro. Ao invés do tradicional que inicia na cidade de El Chaltén e retorna a ela, é possível contratar um transfer que leva até a entrada de um outro caminho na Hosteria El Pilar e de lá você segue a pé até o camping Poincenot, faz a subida (de lascar o couro!) para avistar a Laguna, desce e retorna pelo caminho que passa pela Laguna Capri e retorna para El Chaltén. Dica de ouro pois você acaba incluindo duas trilhas em uma. Nesse caminho, por exemplo, dá para ver bem as Piedras Blancas. É tudo muito lindo! Para quem se interessar, dá para pedir no hotel ou hostel essa opção que eles agendam e vem buscar. Já tinha deixado tudo acertado no dia anterior e o carro passou perto das 9h (com meia hora de atraso) para me pegar com mais um casal no hostel.  Ao contrário do dia anterior, o dia estava espetacular, com céu aberto. No começo da manhã fazia um friozinho, mas a maior parte da caminhada foi feita de camiseta mesmo. De uma maneira geral, a trilha é fácil tanto na ida quanto na volta. Exceto no trecho de subida e descida próximo à Laguna. Essa cerca de uma hora de trilha em cada direção é pedreira! Já no finalzinho dá para começar a sentir frio e quando se "vira a esquina" lá em cima e se avista a Laguna o vento é impressionante. Mas vale muito à pena como qualquer foto deste post pode confirmar. No total dá cerca de 8 horas de caminhada, incluída pausas breves para comer alguma coisa e tirar as fotos.
A experiência de ver a Laguna e o Monte Fitz Roy é indescritível.
Depois de ficar um tempo na contemplação, resolvi iniciar o caminho de volta pois tinha passagens compradas para El Calafate no final da tarde e teria que passar no hostel para pegar o restante da bagagem. Foi um dos melhores dias de viagem que eu já tive.

Início da trilha próximo à entrada da H. El Pilar

















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