domingo, 19 de fevereiro de 2017

As gêmeas viajam: Maragogi


A viagem de férias em abril de 2016 foi montada pensando em Maragogi como destino principal. Geralmente, eu escolho um destino e vou construindo o restante da viagem ao redor dele, conforme escalas e caminhos vão se revelando necessários.
Pegamos um transfer privativo de Maceió até Maragogi em uma viagem de um pouco mais de duas horas, com a empresa Corais do Maragogi. Recomendo o serviço: pontuais, direção segura, cadeirinhas para as gêmeas, carro limpo, motorista tranquilo e prestativo. Uma pena que tenha sido um dos momentos mais difíceis de toda a viagem. Durante todo o tempo em Maceió, as meninas reagiram super bem a todos os passeios. Infelizmente, foi só prender a Laura na cadeirinha para começar o estresse. No começo da viagem ainda consegui distrair com biscoito e vídeo no celular, mas do meio para o final ficou inviável. Tivemos que parar o carro para eu poder acalentar ela. Beatriz ficou tão nervosa com os gritos da irmã que acabou passando mau quando faltavam 10 minutos para finalmente chegarmos na pousada. Dificilmente, as gêmeas vomitam mas acho que foi demais para ela. Graças a Deus o motorista se manteve impassível diante do escândalo de uma e da sujeira causada pela outra. Uma viagem digna de fazer qualquer família desistir de viajar com crianças pequenas. Apesar da cena, não havia nada demais acontecendo com elas. Foi chegar na pousada e novamente se transformaram nas crianças mais tranquilas e parceiras.
Após o check in e se instalar, fomos caminhando pela praia até o centrinho para almoçar. Quando voltamos a maré já tinha virado e tivemos que entrar pela estrada. Nossa pousada é pé na areia, um pouco depois do Salinas e à uma curta caminhada de distância do centro. Passamos a tarde descansando no jardim da pousada e voltamos ao centro durante a noite para jantar.

Tínhamos combinado um passeio de buggy pelas praias ao norte de Maragogi para o segundo dia, com a própria pousada. O passeio às piscinas naturais estava agendado para o terceiro dia pois a tábua de marés indicava como o melhor dia para ir até lá. Em Maragogi o melhor é se programar tendo em vista a maré para não perder o passeio.
Após o café da manhã lá fomos nós. O passeio é de aventura leve mesmo para crianças tão pequenas como as minhas. Chegaram a dormir no colo durante o tour. Valeu a pena! As meninas aproveitaram os bancos de areia e piscinas que se formam... Bem, não só elas!
          
  
O mar tem cores estonteantes para justificar o título de caribe brasileiro. Ao final ainda passamos por um mirante com uma vista deslumbrante da praia.



Ao contrário de Porto de Galinhas, a vila de Maragogi não apresenta muitas atrações nem pontos de destaque gastronômico. Geralmente, íamos até lá para fazer as refeições mas sem muitas expectativas. Acho que esse detalhe tornam as opções de escolher um resort all inclusive ou fazer a viagem de carro bastante interessantes. Na nossa pousada havia um restaurante bastante saboroso, mas comer a la carte todos os dias com crianças pequenos é meio complicado. Recorríamos a um pequeno restaurante caseiro, bastante simples, na rua da praia bem na altura do centro.

O terceiro dia em Maragogi foi dedicado às piscinas naturais. O passeio contratado na própria pousada foi feito com a mesma empresa que fez nosso transfer (Corais do Maragogi). Nos pegaram de van na pousada e levaram até o ponto de embarque na praia. Após um pequeno trecho de mar chegamos no ponto de parada. Confesso que deu um susto ter que descer ali com as meninas no colo, pois o trecho onde o barco para quase não dava pé para minha mãe descer e eu, que também sou baixinha, ficava no limite do conforto para carregar uma criança no colo com cabeça fora d'água. Mas tudo certo também pois toda a equipe de guias e fotógrafos do barco se mobilizou para ajudar quem estava com crianças. Ah! Nem adianta tentar descer com equipamento fotográfico que não seja à prova d'água. Aproveitamos bastante o tempo na água de pouco mais de uma hora. As meninas também gostaram muito de ver os peixinhos.




Todos os passeios que fizemos até esse dia duravam bem meio período. Aproveitávamos o restante do dia descansando e lendo enquanto as meninas tiravam o cochilo da tarde e deixando elas brincarem na areia em frente à pousada nos períodos de maré baixa.

No último dia inteiro que teríamos em Maragogi pegamos um tour de dia todo até a praia dos Carneiros em Pernambuco. Lá ficamos no ponto de apoio bem estruturado da barraca Bora Bora. A praia é realmente um deslumbre e acho que foi um dos dias que as gêmeas mais aproveitaram. Entre mar piscininha, parquinho e areia, elas se divertiram até o final da tarde, quando dormiram nos almofadões do lounge. Carneiros é uma praia que se transforma durante o dia conforme a maré.






Piscina natural

Fechamos com chave de ouro mais essa etapa da viagem. No dia seguinte partimos de transfer para o aeroporto, dessa vez, com as meninas dormindo praticamente todo esse percurso.

domingo, 20 de novembro de 2016

As Gêmeas Viajam: Mais dois dias em Maceió com bate e volta

Nós amamos o Francês
Dia 03 - Um equívoco
O terceiro dia em Maceió amanheceu com chuva e por isso desistimos de ir para a Praia do Francês passar o dia.  Como o tempo abriu depois (nessa época é sempre assim por lá, pelo que nos contaram), pegamos um ônibus e por indicação local fomos até a Praia da Sereia, que fica na direção do litoral norte de Maceió (Gunga e Francês ficam ao sul da capital). Acabou virando programa de índio. O ônibus sacolejava muito. Ao contrário do que tinham nos falado a infraestrutura não era legal. E, para piorar, a maré estava muito cheia quando chegamos e a chuva ia e vinha. Claro que não ficamos muito tempo por lá. Almoçamos, esperamos a chuva passar e voltamos de ônibus para Maceió.
Ainda conseguimos aproveitar o final da tarde e noite para uma volta na orla, com direito à feirinha da Pajuçara.

Dia 04 - O dia perfeito
Para compensar o dia anterior, o último dia inteiro que passaríamos em Maceió rendeu um passeio perfeito. Na noite anterior tínhamos deixado um passeio para a Praia do Francês pré agendado. Na hora combinada, a van passou e nos levou para um dia de sol e muita diversão com as pequenas. Enquanto estava pesquisando antes de viajar, a maioria das pessoas tecia inúmeros elogios a outras praias da região mas julgavam o Francês qualquer nota. Talvez por se tratar de uma praia cheia (achei o Gunga infinitamente mais muvucada). Nós adoramos! Mesmo com a praia enchendo no decorrer do dia, não ficamos incomodadas com o movimento. Se tenho alguma crítica a fazer é em relação aos preços. Refeições bem caras na beira mar, sendo fácil gastar mais de 200,00 reais para dois adultos e duas crianças pequenas.
Como chegamos cedo, as gêmeas puderam aproveitar muito o mar quente, transparente e calminho. Quando o sol ficou mais forte, também aproveitaram brincando embaixo do guarda sol. 
Se retornarmos à Maceió com elas, provavelmente iremos optar por nos hospedar por aqui.



As Gêmeas Viajam: os dois primeiros dias em Maceió (e arredores)


Praia urbana de Maceió

Meus primeiros quinze dias de férias desse ano (eu tiro em "parcelas") rendeu  uma viagem para Alagoas e Rio de Janeiro. Montamos um roteiro de 4 dias em Maceió + 4 dias em Maragogi + 4 dias em Arraial do Cabo, finalizando a maratona com 2 dias no Rio. Confesso que é um tipo de roteiro para não repetir. Apesar das meninas (com 1 ano e 7 meses na ocasião) terem reagido relativamente bem, eu fiquei moída de cansaço.

Dia 01 - Chegando e se instalando em Maceió
Chegamos em Maceió no começo da tarde em um voo direto do Rio de Janeiro. Optamos por um táxi para o caminho do aeroporto (distante) até a cidade, onde nos instalamos em um apart hotel exatamente no meio do caminho entre as praias de Ponta Verde e Pajuçara. Achei uma boa opção: apartamento de um quarto, muito limpo, ao lado de uma pracinha e de um supermercado, com portaria, em uma localização que eu achei segura. Ficava a umas quatro quadras da praia, talvez o único inconveniente com crianças pequenas. Mas como não pegamos praia em Maceió mesmo, usamos o carrinho de bebês para vencer as distâncias na cidade. Nesse primeiro dia, além de nos instalarmos, demos uma volta na orla e conhecemos a feirinha. Achamos a praia meio suspeita por ali, não parecia muito limpa apesar da cor estonteante do mar. Confesso que saímos sem saber se eram apenas algas ou sujeira mesmo. De qualquer forma é uma região bastante agradável em que duas barracas de praia se destacam: a Lopana e a Kanoa. Na altura da feirinha, encontramos como havia sido indicado pelo pessoal do apart uma série de vendedores de passeios com suas vans. Optamos por deixar contratado para o dia seguinte um dos passeios mais tradicionais que leva a três praias famosas do litoral sul.

Entrar no mar ou não entrar? Eis a questão...
Dia 02 - Um gostinho do que é bom

Primeiro contato com a Praia do Francês
Acordamos cedo e tomamos café no apart com coisinhas compradas no mercado ao lado no dia anterior. A van passaria perto das 8:00 para nos pegar para o primeiro passeio. Após pegar todo mundo em seus hotéis e pousadas, o motorista virou guia e foi nos mostrando um pouco da orla de Maceió e dos municípios vizinhos até chegar na primeira parada do dia: a Praia do Francês. Gostei muito de escutar um pouco da visão dele sobre a história e política do local e do Brasil. Olhar crítico e bem humorado. Me interessou conhecer em uma viagem futura o município de Marechal Deodoro. A parada no Francês seria de vinte minutos / meia hora para quem quisesse seguir viagem. A outra opção seria permanecer ali. Como ainda era cedo a praia estava bem vazia. Beatriz tratou logo de descer do colo e ir explorando o lugar, enquanto Laura continuava dormindo. Foi difícil tirar a menina dali e seguir viagem, mas eu queria conhecer a Praia do Gunga.

A segunda parada foi na praia da Barra de São Miguel. Não achei a praia tão bonita quanto à do Francês, pelo menos naquele trecho. Esse ponto é super estratégico no passeio pois dali é possível fazer a travessia de barco até a praia do Gunga ou, principalmente para quem está com crianças, ficar na barraca de praia Praêro, que tem ótima infraestrutura. Não fizemos uma coisa nem outra: optamos por seguir na van até a Praia do Gunga.

Praia do Gunga
A chegada à praia do Gunga é cinematográfica, passando pelo meio do coqueiral. Achei a praia bem bonita porém não foi onde mais nos divertimos. Talvez com crianças maiores seja mais interessante já que há o passeio para as falésias. Talvez chegando cedo, talvez pegando a maré baixa, talvez com menos muvuca... rsrsrs. Em resumo: o mar estava com bastante ondas, havia muito movimento. Laura e Beatriz ficaram bem durante a tarde, a maior parte do tempo brincando embaixo da barraca, meio espremidas entre uma mesa e outra. Decidimos que no dia seguinte passaríamos o dia na Praia do Frânces, a mais agradável na nossa opinião. Perto das 15:00, a van volta para buscar todo mundo, também passando de praia em praia.

domingo, 6 de novembro de 2016

As Gêmeas Viajam: Angra dos Reis e Paraty

Pedaço do paraíso
De todas as viagens que fizemos com minhas filhas até agora, essa foi a mais tranquila. Em fevereiro de 2015, quando as meninas estavam com cinco meses, resolvemos visitar minha irmã em Angra dos Reis onde ela morava na época. Considerei uma fase muito boa para viajar com bebês: elas já estavam maiores, sono mais estável, mas ainda sem a "independência" de engatinhar/correr para tudo que é lado.

Bê curtindo uma leitura na rodoviária
Pegamos um voo direto de Curitiba para o aeroporto Santos Drumont no Rio com duração de um pouco mais do que uma hora e na sequência um táxi até a rodoviária. Lá troquei as passagens compradas antecipadamente pelo site Guichê Virtual, trocamos as fraldas das meninas e nos abastecemos de água e de um lanchinho. A viagem Rio - rodoviária de Angra dura aproximadamente três horas e custa atualmente R$ 54,00 o trecho, sendo operada pela viação Costa Verde. A viagem não teve nenhuma intercorrência e tanto Laura quanto Beatriz ficaram bem tranquilas durante todo o trajeto. Na rodoviária, que é bem pequena, meu cunhado e minha irmã nos pegaram. Convém dizer que o centro de Angra é bem feio e sem atrativos. Mesmo as praias mais próximas do centro parecem transitar entre o desaconselhável para banho e o "qualquer nota". A coisa melhora (e muito!) conforme você se afasta do centro ou procura uma das ilhas da região.

Não posso dar dicas de hospedagem na região pois não fiquei em hotel. Acho que para quem não vai estar de carro o melhor é escolher uma das ilhas ou um dos resorts da região.  No final do post eu relaciono algumas opções de hospedagem top que me interessam na região. Nenhuma é econômica e entram na categoria sonho de consumo. Se você não for ficar em uma ilha ou resort, eu aconselho aluguel de carro para transitar na região. A outra opção que me parece viável é ficar em Paraty que é muito mais charmosa e menos "espalhada" e pegar passeios para as ilhas de Angra e da região. Uma busca rápida no booking.com apresenta boa diversidade de opções incluindo hostel. Achei interessante: Pousada Casa do Bicho Preguiça (site), Pousada do Mestre Augusto (aqui) e a Pousada Caiçara na Ilha Grande (site). Mas são indicações feitas à partir do que eu vi nos sites e não comprovei pessoalmente.


Choveu consideravelmente durante nossa estadia, mas foi uma semana atípica segundo minha irmã. Um pouco antes estavam enfrentando um racionamento intenso de água devido à estiagem. Pegamos um único dia inteiro de tempo aberto e ensolarado e outros dois nublados mas com possibilidade de passeio. Dois dias foram com várias pancadas de chuva.
Aproveitamos o dia de sol nas ilhas de Cataguases, o que se revelou o maior achado da viagem. O acesso às ilhas inabitadas é por barco e de lancha dá cerca de sete minutos de distância de onde estávamos hospedadas. Sei que há saídas do centro de Angra. O lugar é um paraíso! Mar tranquilo e transparente. Muita sombra da própria vegetação da ilha principal. Um quiosque à disposição com petiscos, bebidas etc... e nada além. Essas ilhas são uma das paradas comuns dos passeios de barco da região, então alguns veleiros passam por ela no decorrer do dia. O movimento maior foi perto do horário de almoço. No geral, no entanto, a ilha é muito tranquila, sem muito alvoroço ou turistas por perto. Um ou outro iate de passagem preguiçosa. Foi um ótimo passeio.



Empolgadas pelo dia anterior em Cataguases, no terceiro dia em Angra resolvemos ir até a Ilha Grande de barco. Pegamos o passeio no mesmo quiosque da praia perto da casa da minha irmã. Vale dizer que além dos barcos e lanchas que fazem passeios privados ou em pequenos grupos e que parecem mais um serviço de táxi, passeios de escuna são muito comuns nessa região. Fomos até o lado da Ilha Grande conhecido como Lagoa Azul (por causa do filme). A praia nesse dia não estava tão bonita como nas fotos que circulam por aí. Como havia chovido durante a noite (e em outros dias na semana) havia muito lixo, tanto plástico quanto restos naturais da mata ao redor e sargaço. O dia também estava nublado, então a Ilha Grande não se revelou em todo seu esplendor. Nessa praia não tem quiosque. Já avisadas, levamos comida e bebida para o dia e programamos com o barqueiro para nos pegar após o almoço e não no meio da tarde.

No quarto dia em Angra, com tempo instável, fizemos um bate e volta até Paraty. fomos de ônibus de linha, metropolitano, e voltamos de carro pois meu cunhado foi nos buscar. Paraty é próxima de Angra e o caminho tem trechos lindos com mar verde esmeralda. É muito gostoso caminhar pelo centrinho, porém com bebês pode ser um pouco cansativo pois as ruas coloniais não são amigáveis com carrinho. Foi um dia para perambular, ver um artesanato muito rico e bonito e comer bem.
 
 
  
Nosso último dia em Angra foi para passear de carro pelas praias da redondeza. O tempo continuava nublado e instável e choveu muito na volta para casa. 
 



Desejos:
Porto Real (fica em Mangaratiba) - http://www.portorealresort.com.br/resort_intro.html




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