As Gêmeas Viajam: Porto de Galinhas com bebês

Porto de Galinhas - piscinas naturais

Porto de Galinhas ganha ano após ano o título de melhor praia do Brasil em votações populares. Era um destino que estava no meu imaginário desde antes da gravidez. Uma junção de passagens baratas com hospedagem oportuna e facilmente esse se tornou meu primeiro destino de viagem com minhas bebês, que na época tinham três meses.

Decidimos ficar 5 dias no destino, após passar dois dias no Rio de Janeiro. Saindo de Curitiba, onde moramos, geralmente precisamos de uma escala para chegar na maioria dos lugares. O Rio sempre se apresenta como opção natural, uma vez que é minha cidade de nascimento e temos família e amigos por lá.

Achei a época boa: no início de dezembro o clima estava quente com brisa, mais agradável do que o Rio em termos de temperatura. A cidade não estava entupida, mas também não se encontrava às moscas.

Escolhemos um flat para ficar, a uma pequena caminhada da praia e uma pernadinha do centrinho da vila, que percorríamos todos os dias munidas de carrinhos de bebê. 

A locomoção foi o combo avião (voo direto Rio de Janeiro - Recife) + táxi (que peguei direto no aeroporto do Recife). Sei que há uma linha de ônibus que liga o aeroporto à Porto de Galinhas mas achei a sinalização e as informações para turistas precárias. A estrada me pareceu muito boa e chegamos sem intercorrências no flat um pouco antes do horário programado. Após nos instalarmos, demos uma volta na praia. Me chamou atenção que o sol se põem bem cedo e que sopra um ventinho frio para bebês pequenos após as 16h - 17h. Nada que um tip top não resolva.


De todos os programas tradicionais de Porto de Galinhas, fizemos apenas o mais famoso que é a ida às piscinas naturais. Elas estão muito próximas da praia, com acesso fácil de jangada. Escolher o primeiro horário da manhã foi essencial por causa do sol nas pequenas. Havia várias crianças pequenas durante o passeio neste horário. Eu achei que valeu à pena, sem ser um passeio desgastante para mamãe ou bebês. Quanto à praia em si, aproveitávamos de manhã cedo ou depois das 14h-15h, o que pode deixar famílias ratas de praia meio chateadas ou divididas ao pensar no aproveitamento do dia. Dependendo do trecho da praia e do horário você encontra barracas e cadeiras disponíveis. Mas minha insegurança de mãe de primeira viagem de bebês tão pequenos não me permitia passar o dia por ali.


O melhor de Porto de Galinhas com bebês tão pequenos na minha opinião era a noite. Como a vila é compacta e com muitos bons restaurantes além de lojinhas de artesanato, era muito gostoso sair com as meninas de carrinho e ir passeando até escolher o restaurante da vez. Para um adulto ou criança maior, o clima estava gostoso sem ser abafado. Para as bebês um tip top de malha leve mas mangas compridas e uma fraldinha deixava as duas protegidas sem passar calor. As opções gastronômicas são variadas, de qualidade e na ocasião não achei os preços absurdos. Indico: o restaurante Beijupira (talvez o melhor ou mais famoso da região), o Barcaxeira, a Creperia. Esse centrinho da vila tem um clima delicioso durante a noite, com lugares com música ao vivo. Muito gostoso!





E aí, vale à pena?


Essa primeira viagem me ensinou a entender que com bebês à tiracolo eu precisava reaprender a viajar também (acho que esse começo de maternidade é tão intenso que tive que reaprender tudo, até a usar minha mãe direita... rs). 
Na minha opinião (novamente, bem particular), escolher para uma primeira viagem um destino que uma atração em si, com ambiente relaxado, que permita a circulação de carrinho de bebês, com boas opções gastronômicas mas sem pompa foi uma boa escolha. Para caprichar ainda mais e evitar a sensação de desperdício de viagem que pode aparecer nos momentos em que não se quer encarar a rua, eu buscaria escolher uma hospedagem com rede e/ou hidromassagem. Minhas filhas dormiam super bem durante a viagem e eu pude até ler um pouquinho para aproveitar esses momentos.
O que muda muito? Não tirei nem um terço das fotos que estou acostumada a tirar em viagens. Apendi a ter olho clínico para lugares com fraldários ou banheiros favoráveis à troca das fraldas. Tive que deixar as atrações mais aventureiras de lado. Respondi 400 mil vezes à pergunta: São gêmeas? Continuei me irritando com a insistência alheia de dar opinião sobre bebês:" está ventando", "está frio", "pode chover", "estão no colo", estão no carrinho", "estão longe de casa"... É difícil ser invisível e manter a posição de observadora do mundo ao redor quando se está com bebês.

Atenção!

Tente programar a viagem de acordo com a tábua de marés.
Leve carrinho de bebês. Em todos os voos que peguei até hoje, eles dão direito a levar o carrinho.
Cuidado com ar condicionados. Principalmente se você vem de um lugar que dispensa o uso diário ou frequente de ar condicionado como eu, é melhor ter muito cuidado. 



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