Buenos aires para finalizar


Dia 17 - Visita guiada ao Teatro Cólon


Após 22 horas de viagem, não exatamente confortável mas longe de ser desesperadora, cheguei novamente à Buenos Aires para os últimos dias dessa viagem. Era antevéspera de Natal e o centro da cidade, como se pode imaginar, estava atolado de gente fazendo compras. Muitos brasileiros! Para essa última etapa, tinha escolhido um hostel famoso por suas festas ali no centro. A ideia era facilitar a vida especialmente na hora de ir embora em pleno dia de Natal. Peguei um táxi da rodoviária até o hostel e paguei 60 pesos (superfaturados!). Fiz uma caminhada pelo centro até o Teatro Cólon. Na primeira vez que estive em Buenos Aires o teatro ainda estava em obras e não era possível a visitação. Dessa vez deu tudo certo e posso dizer que a visita guiada (110 pesos na época, atualmente 180 pesos pelo que vi no site) é realmente um dos "must do" na cidade. Além do teatro ser muito bonito, os guias são ótimos. Uma pena não haver nenhum espetáculo ou concerto na programação naqueles dias.




Após a visita, pensei em explorar a região do centro à pé, mas o calor era tanto que resolvi entrar em um restaurante na Santa Fé para almoçar só porque havia um cartaz dizendo que tinha ar condicionado. Quando finalmente tive coragem de sair, passei no mercado e fui para o hostel descansar. Também quis aproveitar para acertar algumas questões como meu transfer para o aeroporto. Descobri que o transfer que poderia ser contratado no hostel só funcionaria no dia 25 a partir das 13h. Meu voo para Curitiba sairia pela manhã. A recepcionista me falou que eu provavelmente conseguiria um táxi e que por ser feriado me cobrariam em torno de 350 pesos! Perguntei sobre a possibilidade do Tienda Leon (o mesmo que eu usei para vir do aeroporto) e ela me disse que era improvável que eles funcionassem no dia de Natal. Consultei o site deles e encontrei a informação de que haveria transfer para o aeroporto no dia 25, mas não consegui contratar pelo site e nem telefonar para eles. Fui caminhando, embaixo de um sol de lascar, até a agência deles em Puerto Madero. Quase morri de raiva da má vontade da recepcionista do hostel. No final das contas, tudo certo: haveria transfer no horário que eu precisava. Voltei sem pressa, tentando evitar o sol. Mais tarde, fui jantar em Puerto Madero e dar mais uma volta li naquela região.




Dias 18 e 19 - Então é Natal... ou véspera!

Último dia de viagem na prática, já que sairia do hostel 8h da manhã no dia seguinte em direção ao aeroporto e... casa! Era também véspera de Natal. Acordei tarde, no limite do horário do café da manhã.Me enchi de coragem e fui resolver minha última missão: comprar casaco de cashmeare para minha mãe. Como vocês podem imaginar a aventura mais improvável e mais perigosa de toda a jornada! rsrs  Meu destino foi a Calle Florida com suas inúmeras lojas, turistas e calor senegalês! Sério! Já tinha ouvido falar do calor de Buenos Aires entre dezembro e janeiro, mas não tinha acreditado. É muito quente! Se não fosse para  minha mãe, jamais teria me aventurado em uma rua de comércio na véspera de Natal. Mas mãe é mãe! Missão cumprida me enfiei na primeira sorveteria que eu achei e depois em um café para almoçar. Resolvi seguir para a Recoleta, por ruas mais tranquilas. Acabei passando no shopping de design que tem ali (vazio apesar da véspera de Natal) e visitei o cemitério. Essa era outra atração que eu tinha deixado de lado na primeira visita. Passei um bom tempo ali tirando fotos. Sai e tomei mais um sorvete! Voltei de mansinho, já me despedindo da cidade e tentando sobreviver ao calor. No hostel, arrumei as malas, entrei na internet, fiz um jantar e resolvi tirar uma soneca para descansar. Acabei dormindo quase direto, só acordando para colocar o despertador e responder para o pessoal que dividia o quarto comigo que não desceria para a festa de Natal. A festa deve ter sido boa, pelos poucos comentários que ouvi de madrugada cada vez que alguém entrava no quarto. Acordei um pouco antes do despertador tocar, por pura sorte (ou instinto?) minutos antes do cara que estava dormindo na cama de cima do beliche fazer xixi... na cama! Surreal! Só deu tempo de me jogar no chão assim que percebi o que estava acontecendo. O indivíduo nem se mexeu e continuou dormindo. Affff... Prometi ali mesmo que nunca mais ficaria em dormitório coletivo em hostel festeiro. Estou velha demais para isso! hehe... Dividi um táxi até Puerto Madero (30 pesos no total) com os outros colegas de quarto mais civilizados e peguei meu transfer até o aeroporto. E assim terminou mais uma viagem!


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